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sexta-feira, 18 de outubro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
domingo, 2 de setembro de 2012
Língua ancestral do português se originou na Turquia
Ciência Fonte: Revista Veja - 23/08/2012nhare
Árvore genealógica
Língua ancestral do português se originou na Turquia
Pesquisa mostra que todas as línguas da família indo-europeia, incluindo as latinas, tiveram origem na mesma região
Guilherme Rosa
Pesquisadores compararam palavras semelhantes em todas as línguas indo-europeias. No mapa acima, eles mostram como a palavra “mãe” é dita nesses idiomas
Uma nova pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista Science mostrou que línguas tão diferentes como o português, alemão, inglês, persa e russo tiveram origem na mesma região da Turquia. Todos esses idiomas fazem parte da família indo-europeia, e teriam se espalhado pelo mundo com o avanço da agricultura.
Saiba mais
FAMÍLIA LINGUÍSTICA
Os idiomas que fazem parte da mesma família linguística têm uma origem comum. Por isso, acabam herdando algumas características dessa língua original, como palavras cognatas e construções linguísticas. A família com mais línguas é a Niger-Congolesa, que tem mais de 1.510 idiomas registrados, e 382 milhões de falantes. Já a família indo-europeia tem 426 idiomas catalogados, mas é falada por quase 3 bilhões de pessoas.
Os idiomas que fazem parte da mesma família linguística têm uma origem comum. Por isso, acabam herdando algumas características dessa língua original, como palavras cognatas e construções linguísticas. A família com mais línguas é a Niger-Congolesa, que tem mais de 1.510 idiomas registrados, e 382 milhões de falantes. Já a família indo-europeia tem 426 idiomas catalogados, mas é falada por quase 3 bilhões de pessoas.
A família linguística indo-europeia reúne alguns dos idiomas mais falados em todo o planeta. Até o século 16, eles se restringiam à Europa e ao leste asiático, mas se espalharam pela América, África e Oceania. Hoje em dia, é falada por quase três bilhões de pessoas em todo o mundo (ver mapa abaixo). A segunda maior família de línguas é a sino-tibetana, que inclui o chinês, o tibetano e o birmanês, e é falada por 1,3 bilhão de pessoas.
Até agora, os cientistas haviam desenvolvido duas teorias para explicar a origem da família indo-europeia. Uma delas propunha que ela era descendente de um idioma falado por um povo seminômade que habitava estepes ao norte do Mar Cáspio, na Rússia, há 6.000 anos. A outra hipótese previa que a língua havia surgido na região da Anatólia, no extremo oeste asiático, onde hoje se encontra a Turquia. Segundo essa teoria, ela teria se espalhado pelo mundo entre 9.500 ou 8.000 anos atrás, com a expansão da agricultura.
Até agora, os cientistas haviam desenvolvido duas teorias para explicar a origem da família indo-europeia. Uma delas propunha que ela era descendente de um idioma falado por um povo seminômade que habitava estepes ao norte do Mar Cáspio, na Rússia, há 6.000 anos. A outra hipótese previa que a língua havia surgido na região da Anatólia, no extremo oeste asiático, onde hoje se encontra a Turquia. Segundo essa teoria, ela teria se espalhado pelo mundo entre 9.500 ou 8.000 anos atrás, com a expansão da agricultura.
DNA dos idiomas - Os pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, resolveram testar qual desses cenários era mais provável. Para isso, resolveram adaptar um método estatístico utilizado por biólogos evolutivos para estudar a evolução de algumas espécies. Esses cientistas costumam usar semelhanças e diferenças no DNA para traçar as origens dessas espécies e montar uma árvore genealógica com seus ancestrais.
Os pesquisadores usaram a mesma abordagem para montar a árvore genealógica dos idiomas indo-europeus. Em vez de procurar por semelhanças no DNA, buscaram por palavras cognatas em 103 idiomas da família, desde os mais modernos aos já extintos.
Os pesquisadores usaram a mesma abordagem para montar a árvore genealógica dos idiomas indo-europeus. Em vez de procurar por semelhanças no DNA, buscaram por palavras cognatas em 103 idiomas da família, desde os mais modernos aos já extintos.
Depois de montar a árvore genealógica e de traçar como cada língua se espalhou pela Europa e Ásia, eles estimaram onde cada uma delas havia surgido, chegando até o idioma original.
Como resultado, confirmaram que a família indo-europeia surgiu na Turquia entre 8.000 e 9.500 anos atrás. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento da agricultura levou essa “língua-mãe” ao resto da Europa e oeste da Ásia.
Com a evolução do idioma e a relação com outras culturas, acabaram surgindo diversas subfamílias no decorrer do tempo. As cinco principais, que são faladas ainda hoje - o céltico, germânico, itálico, balto-eslavo e indo-iraniano – começaram a se diferenciar entre 4.000 e 6.000 anos atrás. (ver infográfico abaixo).
sábado, 9 de junho de 2012
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Eternamente, Bossa Nova!
Eternamente, Bossa Nova
A Gazeta - MT, em 26/01/2011
Luiz Fernando Vieira
Da Redação
Da Redação
O Brasil foi descoberto em 1958! Não, não há erros nos livros de história. É que naquele ano 2 de nossas mais conceituadas riquezas se tornaram bem conhecidas pelo restante do planeta, a música e o futebol. Graças à conquista da Copa de Mundo e o nascimento da Bossa Nova pessoas em todas as regiões do planeta passaram a abrir os olhos para aquele país de dimensões continentais que destoava dos vizinhos latino-americanos, seja por sua língua (o único a falar português) ou pelos aspectos culturais que eram fruto de uma grande miscigenação.
Os 2 fatos são destacados por iniciativas distintas, mas que valem registro por sua importância. Criado por meio de lei, o Dia Nacional da Bossa Nova é comemorado em 25 de janeiro, por conta do nascimento dos pais do gênero musical que se tornou referência de música brasileira no exterior. No parecer, a equipe do Ministério da Cultura (MinC) reconhece o valor histórico e a contribuição da Bossa Nova na composição da identidade nacional. E considera que a data contribuirá para ajudar no reconhecimento, promoção e proteção da cultura brasileira, além de render justa homenagem a um grande ícone da música popular do país.
A Bossa Nova nasceu no Brasil como uma nova forma de tocar e cantar o samba, de uma maneira mais suave e minimalista. Ao longo dos anos, tornou-se um dos movimentos musicais brasileiros mais conhecidos em todo o mundo, associado a nomes como João Gilberto, Vinicius de Moraes, Antônio Carlos Jobim e Luiz Bonfá. A data foi escolhida por que, em 1958, Tom Jobim gravou o disco considerado o marco inicial da Bossa Nova, Canção do Amor Demais, com a cantora Elizeth Cardoso. Nesse disco, em que João Gilberto aparece apenas como violonista em algumas faixas, surgem já as primeiras harmonias e orquestrações mais tarde consagradas pelo gênero.
Para lembrar a Bossa Nova, a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), vinculada ao MinC, promoveu, nesta terça-feira (25), a mesa-redonda “A interação harmônica, melódica e rítmica com o samba”, em que se discutiu a fonte maior de inspiração da Bossa Nova, o samba.
A taça é nossa – Outra iniciativa que vale uma ida à locadora é o documentário 1958 – O Ano em que o Mundo Descobriu o Brasil, do jornalista José Carlos Asbeg, que pode ser visto em DVD. O filme narra a emocionante história do primeiro título mundial do futebol brasileiro, contada pelos próprios jogadores, conquistou a crítica e o público. O filme inclui as principais jogadas e todos os gols da seleção brasileira. Os dramas e as histórias de bastidores da maior epopéia do esporte nacional, com a qualidade de uma exibição cinematográfica. Os craques de 1958 redimiram o futebol brasileiro do trauma de oito anos antes, quando perdeu a dramática final para o Uruguai em pleno Maracanã. Foram seis jogos. Cada jogo uma história, uma epopéia: sustos, superações, pequenos heroísmos e a euforia do título. A taça Jules Rimet voltou na bagagem da delegação e fez do Brasil, definitivamente, o país do futebol.
Tão importante quanto o título, foi a revelação para o mundo da genialidade precoce de Pelé, o maior jogador de todos os tempos, e do fenômeno lúdico de Garrincha, o maior driblador que os campos já conheceram. Ao lado deles, um timaço que mesclava veteranos e novatos, que tinha a classe de Gilmar, a liderança de Nilton Santos, a categoria de Didi, a raça de Bellini e de Orlando, o pulmão de Zagalo, a valentia de Vavá e o equilíbrio de Zito e a regularidade de De Sordi e de Djalma Santos. é interessante ver os depoimentos dos adversários, unânimes em dizer que aquele era o time dos sonhos. (Com informações do MinC e da assessoria)
Fonte: Portal da Cultura
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